sábado, 5 de dezembro de 2009

Plantar para colher


Em se tratando do setor educacional, o Brasil é um dos países mais deficientes do mundo. O analfabetismo atinge níveis alarmantes, e não a partir de dados atuais somente. Há tempos que falta um incentivo maior à educação por parte do governo.

Não bastasse isso, é um setor que também se encontra bastante confuso, principalmente em virtude do recente sistema de cotas raciais e sócio-econômicas implantado nas universidades públicas. Foi uma medida que dividiu o país, pois muitos são a favor, enquanto outros muitos são contra.

O sistema de cotas não deveria ser tratado como definitivo. O ideal seria que fosse uma medida apenas paliativa. O grande problema está lá atrás, na raiz. Falta visão a longo prazo de quem tem o poder de mudar. Isso sem contar que não existe racismo maior que a própria cota racial. As sócio-econômicas, sim, podem ser úteis, mas, como já dito anteriormente, com o objetivo único do efeito imediato, adotadas temporariamente. Enquanto isso, o governo teria tempo suficiente para realizar o devido investimento na área. Como? Incentivando a leitura nas escolas, investindo na formação de professores, garantindo melhorias à qualidade do ensino público, entre outras coisas, para equipará-lo ao ensino privado. Plantadas essas sementes, colher-se-á o conhecimento, a garantia de uma futuro melhor.

Acorda, Brasil! Educação é a base do desenvolvimento. Se, realmente, queremos nos tornar grande potência mundial, esse é o primeiro passo.

domingo, 2 de agosto de 2009

O Brasil de Cielo: a natação no Mundial de Esportes Aquáticos


Chegou ao fim o Mundial de Esportes Aquáticos de 2009, realizado em Roma. Tive o prazer de acompanhar todos os dias da competição de natação no Foro Itálico, incluindo eliminatórias, semifinais e finais. Ao todo, foram batidos incríveis 43 recordes mundiais e 107 de campeonato, com o domínio, mais uma vez, dos Estados Unidos.

A expressiva marca de recordes quebrados, de longe a maior até hoje, abriu novamente a discussão sobre o uso dos trajes tecnológicos. Muito em função disso, a FINA (Fédération Internationale de Natation) já anunciou que eles serão proibidos a partir de 1º de janeiro de 2010. A dúvida que fica é em relação a todos esses novos tempos conquistados, se terão total validade ou não. Comenta-se até que pode haver uma divisão, e que as marcas dos atletas que usaram os trajes teriam asteriscos. Particularmente, acredito que isso só causaria mais confusão. Se, em determinado momento, a FINA aprovou o uso dos maiôs, deve arcar com as consequências. Vale lembrar que já houve trajes reprovados, e as marcas conquistadas com eles foram anuladas. Então, nada mais justo que manter os resultados atuais, porque, com tantos novos e bons atletas, certamente teremos muitas outras quebras de recordes nos próximos anos.

Voltando ao campeonato em si, o Brasil conseguiu sua melhor performance em todos os tempos. Isso graças a Felipe França, que conquistou a medalha de prata nos 50m peito, e principalmente a César Cielo, que venceu os 50m e os 100m livre. Nesta última, o brasileiro ainda quebrou o recorde mundial da prova, com o tempo de 46'92''. Cielo provou que a medalha de ouro em Pequim não foi um acidente, e que o longo período de treinamento, duríssimo, diga-se de passagem, valeu e continua valendo à pena. Não é exagero dizer que o Brasil ganhou um novo ídolo, um novo símbolo para o esporte. E a natação brasileira, que nao vivia uma boa fase desde a época de Gustavo Borges e Fernando Scherer, ganha um novo status, destaque internacional, chegando em um patamar jamais visto antes. Cesão, como é chamado, consolida, assim, o seu momento e o seu domínio nas provas de velocidade. Hoje, ele é o cara a ser batido, e o exemplo a ser seguido por todos os jovens que sonham ser nadadores e defender o nosso país.

Outros atletas que obtiveram algum destaque para o Brasil foram Thiago Pereira, que, mesmo nadando muito bem e melhorando suas marcas, bateu duas vezes na trave, nos 200m e 400m medley, terminando ambas as provas em 4º lugar, Gabriel Mangabeira e Kaio Márcio Almeida, finalistas nos 100m e 200m borboleta, respectivamente, além de Gabriella Silva, 5ª colocada nos 100m borboleta. O revezamento brasileiro nos 4x100m medley (Guilherme Guido, Henrique Barbosa, Gabriel Mangabeira e César Cielo) também bateu na trave e terminou em 4º, muito perto de uma medalha. Mas, no geral, a evolução de nossa natação foi bastante evidente.

Agora, aí vai um pequeno resumo com os principais destaques individuais de toda a competição, fora César Cielo:

Michael Phelps - Claro, sempre ele. Foi o maior medalhista do evento. Perdeu uma prova, coisa que não acontecia há muito tempo, mas mesmo assim faturou 5 ouros. A grande atração foi a reedição do duelo contra o sérvio Milorad Cavic nos 100m borboleta, já que o americano o havia vencido por apenas 1 centésimo nas Olimpíadas de Pequim. Desta vez, a diferença foi de 13 centésimos, mas não menos espetacular, e novo recorde mundial para Phelps.

Paul Biedermann - O alemão foi quem bateu Phelps nos 200m livre. Venceu também os 400m livre, com novo recorde mundial em ambas as provas. Acredito que tenha um estilo muito parecido com o de Ian Thorpe, antigo fenômeno das piscinas, agora já aposentado.

Ryan Lochte - Aproveitando-se da ausência de seu amigo e principal rival Michael Phelps nas provas de medley, superou o húngaro Laszlo Cseh e venceu tanto os 200m quanto os 400m com autoridade. Na primeira, o americano ainda quebrou o recorde mundial da prova.

Britta Steffen - Assim como Cielo, a atleta alemã venceu os 50m e os 100m livre, com novas marcas mundiais, tornando-se a maior velocista da atualiade.

Federica Pellegrini - A Diva, como é conhecida, foi sensação não só por sua beleza, mas pelos excelentes resultados que obteve. Em casa, ela não decepcionou e foi ouro nos 200m e nos 400m livre, ambos com recordes mundias.

E que venha Xangai 2011!

sábado, 11 de julho de 2009

O maior da história


No último domingo, ao bater o americano Andy Roddick por 3 sets a 2 na decisão de Wimbledon, Roger Federer confirmou, agora em números, o que muitos já defendiam há bastante tempo: é o maior tenista de todos os tempos.

O suíço, com 15 Grand Slams, supera assim a marca de Pete Sampras, com 14. Três títulos no Australian Open (2004, 2006 e 2007), um em Roland Garros (2009), cinco no US Open (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008) e, agora, seis títulos em Wimbledon (2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2009). Federer também retomou o primeiro lugar do Ranking de Entradas, que lhe havia sido "roubado" por Rafael Nadal há exatamente um ano.

Justo, muito justo. A má fase que afetou Roger Federer parece ter finalmente ido embora. Claro que a ausência do carrasco espanhol teve parcela importante, mas não há como tirar qualquer parte do mérito do tenista suíço, que foi brilhante, e não desde agora, mas desde sempre. Um exemplo de profissional, um exemplo de vencedor.

Por isso, só me resta agradecer a Roger Federer, por nos presentear com excelentes exibições que nos fazem brilhar os olhos. No futuro, eu, particularmente, poderei dizer para os netos, com orgulho, que vi uma lenda, um mito. Eu acompanhei a carreira do maior jogador de tênis da história. Eu vi Roger Federer.

PS: Um grande abraço para o meu amigo André, fã de tênis, e claro, fã de Roger Federer.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O primeiro da fila


Na última semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. Para o relator do caso, Gilmar Mendes, danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma.

Ao saber da notícia, via telejornal, confesso que tomei um susto. Por alguns instantes, cheguei a questionar a finalidade de estar cursando Jornalismo. E, certamente, muitos que se encontram na mesma situação pensaram da mesma forma. Entretanto, bastaram alguns poucos dias debatendo o assunto para entender o porquê de tal decisão, e como isso afetará não só a mim, mas a todos os profissionais e estudantes desse meio.

Primeiramente, concordo com o que foi alegado pelo relator. Os danos a terceiros, como ele se referiu, realmente só são causados em profissões ligadas à Medicina, Direito e Engenharia, por exemplo. O Jornalismo tem mais a ver com as questão éticas. Os danos, se causados, são morais. Por isso, no que diz respeito a essa questão em específico, deve, sim, haver uma diferença de tratamento.

Em relação a obrigatoriedade em si, o que fez o STF foi somente regularizar o que já acontecia há tempos. Inúmeros são os casos de profissionais que trabalham na área e não são graduados. Para ser sincero, o diploma é importante, mas, em algumas situações, pode não ser fundamental. Um apresentador, um locutor, podem ser devidamente qualificados mesmo não possuindo o tal certificado.

Porém, aí vai um fator que pode tranquilizar a classe: o diploma deixa de ser um pré-requisito, e passa a ser um diferencial. O empregador, quando for contratar, certamente verá um "algo mais" na pessoa que já tem uma formação específica, e que, em tese, saberia lidar melhor com situações do ramo, em função da experiência que adquiriu na faculdade. Não que isso será uma regra geral, mas neste caso, que é o que mais importa, o diploma não perde seu valor, ele continua intacto. É isso que me dá a certeza de que não estou perdendo meu tempo.

E que não pensem que os jornalistas serão os únicos. Em breve, várias outras profissões sofrerão o mesmo "baque". Então, publicitários, administradores e afins, preparem as panelas, pois os protestos virão com força.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

De tirar o fôlego


Barcelona e Manchester United disputarão, no dia 27 de maio, a grande final da UEFA Champions League 2008/2009. A partida, que será realizada no Estádio Olímpico de Roma, marcará não apenas a disputa entre os dois melhores jogadores, mas os dois melhores times do mundo na atualidade.

O Manchester classificou-se após duas vitórias tranquilas diante do Arsenal, enquanto o Barcelona precisou suar bastante para conquistar a vaga, que só veio aos 48 minutos do segundo tempo, em lindo gol de Iniesta, quando a torcida do Chelsea já dava como certa a revanche do ano anterior.

Entre os dois, somente uma diferença: o Manchester vence, e convence; o Barcelona vence, convence, e encanta. Não que o blog desmereça a qualidade de Cristiano Ronaldo & cia, muito pelo contrário, mas aposta (por uma mínima margem) no time catalão, que vem apresentando um futebol de classe e eficiência desde o início do ano, e não é à toa que já botou as duas mãos na taça de campeão espanhol. O desfalque de Daniel Alves é preocupante, mas Henry, Eto'o e principalmente Messi podem fazer toda a diferença.

Palpite? Barça 2x0. É ver para crer.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Seleção ideal (se é que é possível)


O Brasil venceu, mas ainda não convenceu. A vitória por 3x0 sobre o Peru, em Porto Alegre, foi um certo alívio para os nossos torcedores, mas serviu para confirmar que o sinal de alerta não pode ser desligado. Há muito o que melhorar. E um dos pontos principais é, sem dúvidas, a escalação da Seleção. Vivemos no país do futebol, onde a paixão por esse esporte é enorme. São quase 200 milhões de brasileiros, e cada um tem em mente o seu time ideal, os seus jogadores preferidos. É evidente que é impossível agradar a todos, mas, no meio disso tudo, há uma quase unanimidade negativa no que diz respeito às convocações do técnico Dunga. Por isso, o Na Tribuna avalia, a seguir, posição por posição, as melhores opções para nossa Seleção. E sem utopia, hein!

1-GOLEIRO:
É uma das poucas posições em que há consenso. Hoje, Júlio César é "o cara". Um dos melhores goleiros do mundo. Seria o titular indiscutível. Para o banco, há boas alternativas, como Diego Alves, do Almería-ESP, que recentemente bateu o recorde de invencibilidade de Casillas pelo Campeonato Espanhol, Helton, do Porto-POR e Renan, do Valencia-ESP. Diego Cavalieri seria uma boa opção, mas não vem atuando pelo Liverpool-ING, e Bruno vive o paradoxo da constante inconstância, apesar de não duvidarmos de seu enorme talento. Aqui, Doni não tem vez.

2-LATERAL-DIREITO:
O blog confessa que nunca foi fã de Maicon, mas não dá para negar que, surpreendentemente, o lateral da Internazionale-ITA vem jogando muito bem. Por isso, merece uma vaga, mas no banco de reservas. O titular seria Daniel Alves, um dos grandes nomes do poderoso Barcelona, e um dos jogadores mais valorizados de toda a Europa. Joga um futebol de altíssimo nível, e há tempos que vem merecendo a camisa 2 da Seleção. Cicinho também poderia estar bem cotado, mas desapareceu na Roma-ITA, inclusive devido a várias lesões, e acabou perdendo seu espaço. Há quem peça Leonardo Moura, mas... convenhamos...

3-ZAGUEIRO-DIREITO:
É uma das grandes dúvidas do time. Lúcio foi um dos poucos a se salvarem na Copa de 2006, e permanece na condição de titular absoluto e capitão desde então. A titularidade seria mais do que merecida, não fosse a existência do "Monstro". Sim, ele mesmo, Thiago Silva. O melhor zagueiro do mundo (na opinião do Na Tribuna) não poderia ficar sem a 3. Mas, se serve de consolo para Lúcio, é a posição mais bem servida da Seleção.

4-ZAGUEIRO-ESQUERDO:
Assim como seu companheiro de defesa na última Copa, Juan conquistou a titularidade absoluta. Mas, ao contrário, não teria porquê perdê-la. Isso, claro, se conseguir dar um fim à sequência de contusões que tem sofrido. Na falta de "Thiagos Silvas" para o lado esquerdo, até que sobram alguns bons nomes como Miranda, do São Paulo, Alex, do Chelsea-ING, e Alex Silva, do Hamburgo-ALE, mas abominações como Luisão passam longe, muito longe.

6-LATERAL-ESQUERDO:
É a posição mais mal aproveitada da Seleção. Fábio Aurélio, do Liverpool-ING, é o grande injustiçado, e não é de agora. Fábio vem jogando um grande futebol desde os tempos de Valencia-ESP, onde aprendeu a defender como lateral europeu. Sabe cruzar, tem um bom toque de bola, marca e finaliza muito bem. Seria o dono da camisa 6. Na reserva, Marcelo, do Real Madri-ESP. E nada de Kléber, Gilberto e afins.

5-PRIMEIRO VOLANTE:
É a grande aposta do blog: Denílson. Um dos jogadores mais regulares e que mais partidas fez pelo Arsenal-ING. Não quer dizer que deva ser o titular em definitivo, mas merece uma chance, e tem tudo para emplacar em uma das posições mais problemáticas do Brasil. Lucas, do Liverpool-ING, jogando um pouquinho mais recuado que o habitual, seria o seu reserva imediato. Felipe Melo, titular de Dunga, não é um mau nome, e até poderia ser aproveitado caso algum dos anteriores não dê certo. Mas só em último caso.

8-SEGUNDO VOLANTE:
Essa talvez seja uma das maiores broncas da torcida brasileira com Dunga: a ausência de Hernanes. Já foi o tempo de Gilberto Silva, Mineiro e Josué, e, como hoje está em destaque o volante moderno, que sabe marcar e sair pro jogo, Hernanes pode se dar muito bem. Ramires seria outro excelente nome para a posição. E só para constar, o blog até dá certo valor ao futebol de Anderson, do Manchester United-ING, mas não aprecia o seu comportamento extra-campo, totalmente inapropriado para um ambiente como o da Seleção. Humildade, garoto...

7-MEIA-DIREITA:
Kaká é inquestionável. Ainda no auge da forma física, o melhor do mundo de 2007 tem sido o principal jogador da equipe de Dunga, e é claro que aqui não poderia ser diferente. E digo mais, com Lúcio na reserva, Kaká herdaria a braçadeira de capitão, muito merecidamente, diga-se de passagem, já que o jogador tem se mostrado um grande líder dentro e fora de campo, com um futebol e uma conduta excepcionais. Brigando por uma vaga no banco de reservas, dois opostos: Elano, que joga quase como terceiro volante, e Júlio Baptista, quase um atacante, cada um com suas qualidades. A escolha de um deles dependeria muito da proposta de jogo do adversário. Diego, do Werder Bremen-ALE, seria o último da lista.

10-MEIA-ESQUERDA:
Apesar de saber que causará enorme discórdia, o Na Tribuna (ainda!!!) aposta em Ronaldinho. O ex-craque do Barcelona-ESP, agora no Milan-ITA, parece ter perdido a vontade de jogar futebol, mas nada que não possa ser reparado. Porém, que fique claro que esta seria a última chance. Última mesmo. E não só para ele, já que Alex, do Fenerbahçe, também ganharia uma oportunidade. É outro que é dono de enorme potencial, e que também não rendeu na Seleção o mesmo que nos clubes por onde passou. Dois craques, dois enigmas. Pelo histórico de ambos, não seria muito confiável a convocação da dupla: um provavelmente ficaria de fora. Mesmo assim, em caso de naufrágio geral, a opção seria o outro Alex, do Spartak Moscou-RUS, ex-Internacional. Júlio Baptista também poderia ser deslocado para a esquerda, e, por seu porte físico e pela "fome" com que entra nas partidas, seria de grande utilidade, principalmente nos jogos mais difíceis. Desta vez, Mancini, da Inter-ITA seria o último da lista.

11-ATACANTE/PONTA:
Robinho! Se ele errou ao se transferir para o Manchester City-ING, só o tempo irá dizer, mas pela Seleção Brasileira, no geral, Robinho agradou mais do que desagradou. Foi o maior responsável pela conquista da última Copa América, com vários gols e grandes atuações. Merece continuar com a titularidade. Mas ele que se cuide, porque Alexandre Pato é o seu reserva imediato. O atacante do Milan-ITA está cada vez mais adaptado ao futebol local, e, segundo o próprio, rende mais como segundo atacante. Nas Olimpíadas, Pato jogou como centroavante, e nada fez.

9-CENTROAVANTE:
Luís Fabiano tem de matar um leão por dia para provar que pode ser o dono da camisa 9 da Seleção. Para o blog, ele não precisa mais. Finalmente, achamos um matador que possa suprir a carência da posição desde a saída de Ronaldo. Luís Fabiano não é o Fenômeno, e nem pretende ser, mas merece, e muito, ser o titular. Joga fácil, sabe fazer gols como poucos e tem muito mais habilidade que a média dos jogadores da posição. Mesmo assim, não terá vida fácil, já que Keirrison e Nilmar não param de estufar as redes dos adversários. E ainda tem o Fred... Sobre a volta do Ronaldo? Calma lá! Ainda há muito chão pela frente. Em relação à Adriano, nada específico, mas é outro que não conta com a simpatia do blog.

TÉCNICO:
Não tem como dizer aqui que Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo ou Felipão seriam os técnicos ideias para o Brasil, ou algo parecido. Certamente a Seleção de qualquer um deles apresentaria diferenças em relação à do Na Tribuna. Sendo assim, não resta outra alternativa senão escalar o dono deste humilde blog no comando desse time. Depois de tanto trabalho, nada mais justo, né?! (rs) Mas, brincadeiras à parte, Muricy encabeça a lista de preferências.

Então, resumindo:
1-Júlio César (Diego Alves)
2-Daniel Alves (Maicon)
3-Thiago Silva (Lúcio)
4-Juan (Miranda)
6-Fábio Aurélio (Marcelo)
5-Denílson (Lucas)
8-Hernanes (Ramires)
7-Kaká (Elano)
10-Ronaldinho (Júlio Baptista)
11-Robinho (Alexandre Pato)
9-Luís Fabiano (Keirrison)

ACORDA, DUNGA!

terça-feira, 31 de março de 2009

Perdidos no tempo

A polêmica está de volta. Seis dos maiores clubes do país (Santos, Palmeiras, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Bahia) entraram com um pedido formal de reconhecimento, por parte da CBF, dos títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970, como sendo Campeonatos Brasileiros.

Pegando carona na análise de Mauro Cezar Pereira, comentarista dos canais ESPN, trago para o blog alguns dados sobre as competições disputadas durante o período citado. De todos os que tive a oportunidade de conferir até o momento, considero o raciocínio mais sensato, mesmo não concordando em 100%.

A Taça Brasil era uma espécie de Copa do Brasil, disputada em formato eliminatório, o que justifica o baixo número de jogos realizados pelos campeões. As duas possíveis exceções, Bahia e Cruzeiro, só disputaram um número um pouco maior de jogos porque precisaram participar de uma fase regional, preliminar. Apenas alguns campeões estaduais (houve vezes em que o vice-campeão também entrou) disputavam a competição. Também por isso, de maneira alguma a Taça Brasil poderia ser considerada Campeonato Brasileiro. E ainda discordo de Mauro Cezar no que diz respeito ao reconhecimento da Taça Brasil como Copa do Brasil. Sim, eu disse que os dois torneios eram parecidos, mas no primeiro, ainda assim, o campeão teve de disputar bem menos jogos que no segundo.

Taça Brasil
1959 - Campeão: Bahia - 12 jogos
1960 - Campeão: Palmeiras - 4 jogos
1961 - Campeão: Santos - 5 jogos
1962 - Campeão: Santos - 5 jogos
1963 - Campeão: Santos - 4 jogos
1964 - Campeão: Santos - 6 jogos
1965 - Campeão: Santos - 4 jogos
1966 - Campeão: Cruzeiro - 8 jogos
1967 - Campeão: Palmeiras - 5 jogos
1968 - Campeão: Botafogo - 7 jogos

Já a Taça Roberto Gomes Pedrosa, o famoso Robertão, era muito semelhante ao Brasileirão que começou em 1971 e durou até 2002, nos moldes pontos corridos/eliminatórias. No ano seguinte foi implantado o método de somente pontos corridos, com turno e returno. Além disso, quase todos os principais clubes do Brasil disputavam a competição. Nada mais justo que reconhecer o Robertão como Campeonato Brasileiro.

Roberto Gomes Pedrosa
1967 - Campeão: Palmeiras - 20 jogos - 15 participantes de 5 Estados
1968 - Campeão: Santos - 19 jogos - 17 participantes de 7 Estados
1969 - Campeão: Palmeiras - 19 jogos - 17 participantes de 7 Estados
1970 - Campeão: Fluminense - 19 jogos - 17 participantes de 7 Estados

Portanto, na opinião do Na Tribuna, e com base nos critérios que considero os mais aceitáveis, a distribuição dos títulos nacionais é a seguinte:

Campeões Brasileiros:
6 títulos: São Paulo e Palmeiras
5 Flamengo
4 Corinthians e Vasco da Gama
3 Internacional e Santos
2 Fluminense e Grêmio
1 Atlético-MG, Atlético-PR, Cruzeiro, Botafogo, Guarani, Bahia, Coritiba e Sport Recife

Campeões da Copa do Brasil:
4 títulos: Grêmio e Cruzeiro
2 Flamengo, Palmeiras e Corinthians
1 Fluminense, Sport Recife, Criciúma, Internacional, Juventude, Paulista e Santo André

Campeões da Taça Brasil:
5 títulos: Santos
2 Palmeiras
1 Bahia, Cruzeiro e Botafogo

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sai pra lá, recessão!


Os jornais de hoje estampam, para a felicidade dos críticos, a grande baixa sofrida pelo PIB nacional no último trimestre do ano passado. Registrou-se uma queda de 3,6% de outubro a dezembro. Foi o pior resultado desde o Plano Collor, em 1990.

Sou adepto do velho ditado: "quanto mais alto, maior o tombo", e por isso não me surpreendo terrivelmente com a notícia. O Brasil vinha de um crescimento contínuo de 12 trimestres, e segurou a crise até onde pôde. Tal fato fica tão evidente que, mesmo com essa queda no fim de 2008, o PIB ainda cresceu 5,1% no ano. Se era uma 'marolinha'? Não, não era, mas o que se espera de um presidente em um momento delicado como esse? O pânico nunca é aconselhável para os instantes de maior tensão. Tudo bem que o simples fato de tranquilizar a população seja bastante vago, mas uma coisa é fazê-lo com um plano de resgate por trás das cortinas. E, principalmente graças aos competentíssimos Henrique Meirelles e Guido Mantega, que garantiram a robustez necessária para combater todos os obstáculos, o Brasil não entrou em recessão, pelo menos até agora. Digo 'até agora' porque muita gente ainda não se deu conta da dimensão de toda essa crise econômica, que provavelmente já supera a de 1929. A economia dos EUA é exemplo? Da Europa? A recessão já tomou conta...

Por essas e outras que me incomodam a desvalorização e a implicância com que tratam o atual governo. Lula não é o presidente ideal ou perfeito, tem muitos defeitos, é alvo de diversas críticas, mas é fato que ele está a frente de seus antecessores, os mais recentes, e faz o governo mais eficiente e competente dos últimos tempos. Criticar o presidente virou "modinha".

PS: Não sou lulista, nem petista. Sou apenas realista.

sábado, 7 de março de 2009

Os dois lados da moeda


O Fluminense monopolizou as atenções da semana. Depois de Fred, a bola da vez é Carlos Alberto Parreira, técnico tetracampeão mundial e que acertou seu retorno às Laranjeiras. Mas, como nem tudo são flores, vamos aos fatos.

Algo que já está se tornando rotina no clube, a troca de treinadores é um atestado de incompetência. Com exceção de Renato Gaúcho, que conseguiu a "proeza" de permanecer mais de um ano à frente do time, todos os últimos técnicos - e não foram poucos - que passaram pelo Fluminense se caracterizaram pelo pouco tempo no cargo. Desde Ivo Wortman, passando por Paulo César Gusmão, Oswaldo de Oliveira, Antônio Lopes, Paulo Campos, Joel Santana, Cuca e mais outros tantos, até o último deles, René Simões, é possível encontrar muitas relações conturbadas, mas também grandes injustiças. Sim, injustiças, e a maior delas foi exatamente com René Simões, um sujeito extremamente competente, honesto e de grande caráter. Contratado para salvar o time da degola no Campeonato Brasileiro do ano passado, René foi além, ao melhorar considerável e até surpreendentemente o rendimento dos jogadores, conquistando uma vaga na Copa Sul-Americana. No ano de 2009, é bem verdade que o Flu anda muito mal das pernas, mas vale lembrar que o time é recém-formado, e o entrosamento só vem com o tempo. Além disso, foi a primeira vez que vi um treinador ser demitido após uma vitória, e por 3x0, que ainda valeu a classificação à segunda fase da Copa do Brasil.

Por outro lado, pesa o fator "nome", e aí que entra Carlos Alberto Parreira. Confesso que sou um grande fã do treinador, que tem vários títulos pelo clube, inclusive o mais importante deles, o Campeonato Brasileiro de 1984, e também o mais "emocional", a Série C de 1999, que foi o maior passo para o clube sair do fundo do poço. Por isso, a história do treinador acaba sendo confundida com a história recente do Fluminense. E, também por isso, dessa vez a torcida tem a certeza de que a diretoria fez uma excelente contratação, ou melhor, contratações, já que, junto com Parreira, voltam ao clube Vinícius Eutrópio, que chega para ser seu auxiliar, e o preparador físico Marcos Seixas. Ambos fizeram um grande trabalho em suas passagens anteriores pelas Laranjeiras.

Agora, mais do que nunca, é possível dizer que o Fluminense tem um grande elenco, tanto dentro quanto fora de campo. Resta saber se esse elenco sairá do papel e virará o grande time que a torcida tanto espera.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Enfim, o fim da novela


E a torcida do Fluminense pode comemorar, e muito. O atacante Fred finalmente assinou contrato com o clube e foi apresentado na tarde desta quinta-feira, prometendo muitos gols e títulos. O ex-jogador do Lyon ainda assistiu ao jogo contra o Nacional-PB, válido pela Copa do Brasil, no camarote da patrocinadora do time, e foi ovacionado pelo público presente no Maracanã.

Se, por um lado, foi uma das maiores novelas já vistas no futebol, por outro, foi uma das maiores contratações envolvendo clubes brasileiros. Desta vez, depois de muitas "bobagens" feitas pela diretoria tricolor, é de se aplaudir o empenho de todos os que participaram dessa difícil transação, que, felizmente, terminou com um grande final não só para a torcida do Fluminense, mas para o futebol brasileiro, já que é sempre bom ver um craque desse porte atuando no país.

Considero a vinda de Fred a terceira negociação de maior impacto das últimas duas décadas, atrás apenas de Romário, em 1995, quando foi do Barcelona para o Flamengo, e Tevez, em 2005, do Boca Juniors para o Corinthians. O novo atacante tricolor fica à frente de vários grandes nomes trazidos recentemente pelo clube, como o próprio Romário, Petkovic, Felipe, Roger, entre outros, que eram considerados medalhões, mas não chegaram com o mesmo status do novo camisa 9, que ainda está no auge da forma física, com 25 anos, e tem tudo para dar muito certo no Fluminense e voltar para a Seleção Brasileira.

Do jeito que anda o Flu, é bom mesmo que ele corresponda à toda essa expectativa...